Auxílio Emergencial

CARUARU RECEBEU MAIS DE R$ 259 MILHÕES

 

Principal programa socioeconômico executado no período de pandemia, o Auxílio Emergencial garantiu uma compensação no fluxo de renda. Pesquisa do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV-EAESP, aponta que, sem o auxílio, a renda média dos brasileiros empregados cairia 18%.

Em Caruaru, durante as três primeiras parcelas do Auxílio emergencial, Caruaru recebeu mais de R$ 259 milhões, e esse valor pode chegar a mais de R$ 350 milhões ao fim da quinta parcela.

Por se tratar de um complemento de renda direto às camadas mais vulneráveis e de menor renda, esses recursos podem ter sido direcionados, em um primeiro momento para o consumo básico (alimentação e habitação), mas em alguns casos, como o valor de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00 superam a renda média de muitas famílias, há fortes indícios de que houve também um direcionamento para o consumo de bens semiduráveis e duráveis, como vestuário e calçados, materiais de construção, eletrodomésticos, entre outros, favorecendo o setor de Comércio Varejista.

Estudo do Banco Central, a partir de dados de vendas com cartão de débito, com análise por municípios, mostra que houve nas regiões Norte e Nordeste de municípios, patamares de consumo, em julho, superiores aos do período pré-pandemia.

De acordo com o estudo, os municípios mais pobres estão proporcionalmente mais concentrados nessas duas regiões. Por ter sua concentração de consumo maior em bens e serviços essenciais ou por terem sido atingidos mais tardiamente pela pandemia, pode explicar esse nível de consumo.

Outra forte justificativa, é que, os municípios mais pobres foram mais favorecidos pelo Auxilio Emergencial, contribuindo para retomada mais forte do consumo.