Comando Presente continua atuando para combater a insegurança em Caruaru

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Integrantes do Programa divulgaram números da violência no município

Representantes de entidades de classe, de órgãos de segurança, do governo municipal e da sociedade civil que compõem o Comando Presente realizaram uma reunião para discutir os números da violência em Caruaru. O encontro aconteceu no Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja), no dia 11 de maio. De acordo com os dados divulgados pela Polícia Militar, o número de roubos e assaltos cresceu 38% em relação ao mesmo período do ano passado.

De janeiro até abril de 2016, 1.743 casos foram registrados contra 1.261 nos quatro primeiros meses do ano passado. Os casos de homicídio também aumentaram: até o momento, foram 78. No mesmo período de 2015, 72 homicídios haviam sido registrados. No último dia 1º de março, também em reunião, os integrantes das entidades decidiram pela continuidade das ações de segurança, que seguem sendo financiadas pela iniciativa privada.

Para o diretor da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), Pedro Miranda, a insegurança compromete as vendas e deve continuar sendo combatida. “A falta de segurança afasta o comprador. Não existe possibilidade das empresas e das associações comerciais fazerem uma divulgação convidando para as compras na Feira da Sulanca, quando a sensação do comprador é de insegurança. A ideia de termos as forças de segurança no Parque 18 de Maio e no centro da cidade é justamente para proporcionar proteção ao comprador e ao vendedor e fazer com que as vendas melhorem”, destacou.

O aumento da criminalidade no município motivou a criação do programa, que foi implantado em novembro do ano passado para viabilizar a realização das feiras de fim de ano. Com a proximidade do período junino, de significativo aumento do fluxo de pessoas, as ações do Comando Presente devem beneficiar ainda mais a economia de Caruaru. Entre as ações realizadas estão a instalação de contêineres na Feira da Sulanca para os polícias despacharem do local; aumento de policiais militares no Parque 18 de Maio; policiais civis infiltrados na Feira da Sulanca; liberação e desobstrução das ruas que dão acesso ao Parque 18 de Maio; sinalização e pintura de meio fio e faixa de pedestres; aquisição de rádios comunicadores; orientação junto aos proprietários de estacionamento para readequar e otimizar os espaços; planejamento para identificação e sinalização das ruas e quadras das áreas que compõem os bancos da “Brasilit”, da Fundac e do importado; sinalização das praças de táxi e mototáxi e planejamento para cadastrar e uniformizar 700 fretistas (carroceiros). ')}