Desempenho da Feira de Confecções

MAIS DE DOIS MILHÕES DE MÁSCARAS FORAM CONFECCIONADAS

 

O avanço da pandemia e ausência de equipamentos de proteção individual – EPI’s, empreendedores do setor de confecções adaptaram a produção para atender a demanda crescente no País. Oportunidade ampliada em um contexto de restrições no comércio internacional, principalmente de produtos chineses e de alta demanda global.

Há estimativa de que, durante o período, mais de dois milhões de máscaras foram confeccionadas. Esse processo contou com a atuação do governo do Estado em coordenar o processo de aquisição desses produtos. Segundo o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções (NTCPE), cerca de 100 micros e pequenas empresas são fornecedoras ao Estado e geram mais de 2 mil empregos diretos.

4.1 Feira no Pós-Pandemia

Com sinais de possíveis vacinas e controle sanitário na região, foi emitido decreto do Governo de Pernambuco que liberou o funcionamento do Polo de Confecções do Agreste, a Feira da Sulanca, em Caruaru, abriu regularmente a partir do dia 10 de agosto.

A estimativa da Secretaria de Serviços Públicos é de que, cerca de 70% dos comerciantes voltaram às atividades no parque 18 de maio.

Além das incertezas em relação a fatores econômicos e sanitários, o Polo de Confecções do Agreste, terá pela frente o desafio de se adaptar à competitividade global, que ficou mais evidente durante o período de pandemia. Mas é um cenário também de oportunidades, com adaptação do mercado informal para atender a demandas do setor público e de exportação.Investimentos em tecnologia e produtividade também devem ser acelerados para aumentar o nível de competitividade da economia regional. Desde o processo de produção ao de vendas.

Projetos importantes estão em fase de expansão e adaptação, como por exemplo, a parceria entre a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADDiper) e Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC) que desenvolveram em 2019 uma plataforma B2B (Business to Business) de e-commerce.

Dados apresentados em estudo publicado no CORECON-PE, mostram que em 2020 era esperado uma movimentação de R$ 40 milhões em negócios, pela plataforma. Entre as funcionalidades e possibilidades, estão, banco de dados aliado a inteligência de mercado, relacionamento mais eficaz e eficiente com clientes, e crescimento em vendas em torno de 20%, nos seis primeiros meses de atuação.

A prefeitura municipal de Caruaru desenvolveu a plataforma, Delivery Caruaru, que no mês de maio já contava com 990 empresas cadastradas, 303 entregadores, e um volume de vendas de 649.200. O volume financeiro foi de R$ 19.453,191,49 no mês de maio, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento e Economia Criativa (Relatório Contexto Econômico Maio de 2020).

Outro empreendimento executado durante a pandemia, com potencial de contribuir para o desenvolvimento regional, foi a parceria entre a Prefeitura de Caruaru e o Magazine Luiza, que pretende inserir a feira da cidade para o ambiente virtual, através de um marketplace, o ‘Na Feira de Caruaru’ (www.nafeiradecaruaru.com).

Essa parceria, é bem avaliada levando em consideração a principal parceiro, o Magazine Luiza, maior rede varejista do País, sendo seu principal diferencial competitivo, as plataformas digitais (site e app), e considerada uma das maiores globais do setor, com valor de mercado em torno de R$ 100 bilhões.

Estes fatores podem contribuir para o avanço do Polo de Confecções e das feiras, que têm forte potencial para sair mais forte e competitivo no pós-pandemia.